segunda-feira, 11 de junho de 2018
~ Antítese ao padrão de natureza humano e a ma fé
Lembro que desde pequeno, sempre tive minhas frustrações amorosas, sempre após muito amor platônico e ilusões na cabeça. Mas principalmente pelo fato de eu nunca ter sido levado a sério - o melhor relacionamento que tive até a data foi com uma mulher 7 anos mais velha que eu, ela hoje está morando fora da cidade após ganhar vaga em um concurso bastante contestado, fruto de muito estudo, um diploma e uma pós graduação que não fiquei para ver se ela a terminou de fato, lmao.
O estopim de nossa separação, após seis meses de muita putaria e trocas sinceras de reflexões, foi justamente minha palavra deixar de perder valor. Quando a pedi em namoro, estava mais do que clara a situação onde uma das partes ama mais que a outra, pondo à mesa o descaso que houvera e a ausência de sede por novas aventuras em sua pessoa. Assim como aconteceu com um irmão meu, não só de alma mas de identidade também, que simplesmente descobriu que aquela não era sua história, não com aquela pessoa, não naquele país e nunca naquele espaço confinado à circunstâncias terríveis.
Ao meu ver, isso tudo parece um filme que já cansei de assistir. Na quinta ou quarta série do fundamental, quando comecei a chavecar os melhores brotos da sala, a garota com quem eu estava mais perto de qualquer coisa, me disse no MSN, que não poderia namorar/ficar comigo, pois seu pai não a permitia ainda. Hoje ela é uma megera indomável e eu não estaria surpreso se a visse na próxima capa da Playboy...
Você, leitor, não concorda que em ambos meus casos houveram a reincidência de uma coisa chamada, mauvaise foi? Matéria apresentada pelo filósofo existencialista, Jean-Paul Sartré, a má fé é descrita como o fenômeno onde alguém nega sua liberdade absoluta preferindo comportar-se como objeto, como coisa, numa forma de permanecer firme na zona de conforto e autoafirmação. Esta fé é usada para produzir falácias e desculpas que não admitimos nem para nós mesmos, apenas para fantasiar o tempo inteiro o que foi, simplesmente, escolhas feitas somente por nós e não erros de terceiros.
Se sou adepto dela? Posso ser, posso não ser mais... Porém, a história humana já provou que por natureza, somos todos parte da mesma hipocrisia, resumida em ações diárias que resultam no que achamos que vai ser o melhor para nós mesmos no futuro, seja ele breve ou não, assim como atos de bravura e e sacrifícios pelo bem maior também são características de nossa essência, ambos bem e mal se encontram em mim e você, mas não é como se pudéssemos fazer algo sobre isso, a não ser arbitrar nossa vida, aí que a filosofia entra. Mas à final de contas, quem estás acompanhando seus pensamentos e escolhas este tempo inteiro? Deus? Não. Pois saiba que o dia do julgamento final virá quando você perceber que não aproveitou seu dia como pôde, devido à essa imaturidade tanto culta quando espiritual. Não é a toa que todo idoso diz: aproveite a vida enquanto pode/não deixe para amanhã, devemos fazer as escolhas certas para não queimar depois nas chamas do remorso, onde carcaças livres da boa índole e bom espírito se aquecem, juntos da minha ex namorada.
Meu irmão está escrevendo seu próprio destino, escolhendo permanecer no céu ao inferno. Ou você achou que nossas escolhas não implicavam nisto? Ambos ambientes estão aqui na Terra, neste plano espiritual, somos simplesmente dados a escolha de qual lugar iremos explorar enquanto temos nossas vidas.
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