quinta-feira, 28 de junho de 2018
~ Smells like teenage spirit
Cá estou novamente, pensando sobre se a adolescência e como estou, tecnicamente, no meu último ano de tragédia & comédia adolescente. Curioso como todos nós temos histórias para contar desse período de formação de caráter e pessoa; como perdemos nossa virgindade, nossa primeira briga, nosso primeiro amor, primeira vez dirigindo (e todas as aventuras que dirigir implica...) assim como o primeiro tudo.
Haverão sempre dilemas na vida, mas é nessa fase que enfrentamos os mais relevantes parece, nos sentimos únicos, como se ninguém houvesse passado por experiencias iguais antes, ou até sentido o mesmo que você durante bons e maus momentos.
terça-feira, 26 de junho de 2018
Eu antes de escrever minhas postagens Eu depois lendo elas
Tomei um susto ontem ao ler minha última postagem, mas ao analisar bem novamente posso ver que não estou nas melhores circunstâncias, claramente não possuo paz e minha alma está desesperada. Após voltar a ler Nietzsche - e finalmente entender o que ele escreveu - me encontro em busca deste nirvana niilista que ele descreve em ''Além do Bem e do Mal''.
Claro que ainda sou um neófito na verdadeira filosofia, porém consigo relacionar totalmente as ideias comigo mesmo, é impressionante como as palavras descrevem exatamente o que você sente por dentro, também me sinto desafiado ao ver que existe muito conhecimento ainda a ser obtido sobre a vida, tamanho que pensei impossível para alguém com um QI abaixo de ''gênio''. Planejo estudar estes conceitos para me tornar um homem mais forte, já que a vida a cada ano parece não facilitar nada.
Ainda tenho minhas dúvidas sobre o Ubermensch; concordo que neste mundo haja pastores e o rebanho formando a população, porém este estado aparenta ser muito exclusivo a pessoas extremamente inteligentes que viveram uma vida quase que miserável; inb4 o próprio Nietzsche.
Gosto de pensar que a finalidade de todas suas obras sempre foi concretizar novas ideias para tornar a vida das pessoas melhor, porém ele mesmo e todos seus adeptos que conseguiram (?) alcançar o estado de Ubermensch, só o fizeram depois de passar por extremas decepções. Me faz refletir, seria o caminho correto à felicidade tomar a pílula vermelha, ou azul?
Para conhecer a felicidade, devemos primeiro conhecer a tristeza.
Por mais que isto seja um fato, também é um fato que Nietzsche morreu sozinho e louco num hospício aos 40 anos de idade. Hmm...
Naturalmente será confuso para mim, também não tenho expectativas de encontrar um sentido à vida, apenas o melhor jeito de lidar com essa filha da puta. Se eu não for capaz de ser um Ubermensch, espero pelo menos aproveitar o máximo meu tempo aqui, mesmo que isto signifique não ser perfeito.
sábado, 23 de junho de 2018
O que será da vida se continuarmos a não levar a muito sério? Vai tomar no cu com a retórica de ''A vida é uma brincadeira'' ou ''aproveite seus anos e as coisas pequenas'', se eu estou neste mundo e for passar mais 60 anos vivo pelo menos quero passar por experiências extraordinárias, não acordar na obrigação de cumprir meu contrato social e obrigações ordinariamente como a maioria, observando as mesmas coisas todos os dias insanamente esperando por mudança quanto à própria insatisfação com a vida, estou com quase vinte anos e até agora nada realmente mudou, a sensação/sentimento é similar à estar preso no mesmo dia para sempre, revivendo a cada 24 horas o ciclo para mais do mesmo dia.
A relevância e importância do indivíduo na sociedade se dá pelo quão bem ele cumpre este maldito contrato, as pessoas sempre verão apenas o resultado das conquistas, nunca o esforço e dedicação dados para conquista-lá. Numa analogia ao meu treino, por exemplo, todos vêem meu corpo pensando que sou só mais um playboy que tomou anabolizantes trocando sua saúde por futilidades - novamente reiterando que nunca os usei - porém ninguém me vê suando e caminhando de manhã na canaleta atrás de uma refeição super saudável, todos estão vendo esses jogos roubados da Copa do Mundo passando pela ilusão de diversão, quando na verdade estes finais de semana com cervejas, jogos, churrascos e garotas são o maior exemplo deste pão e circo sem fim na sociedade brasileira.
Seriam estas as recompensas por cinco dias de trabalho árduo? Ou anos de impostos? Cumprimento do dever cívico ao longo da vida? Nós, homens, juramos nossas vidas à bandeira nacional, porém na prática nem a maioria dos policiais hoje sequer cumpre este pacto com a nação, formando aliados miliciantes e botando medo no povo devido aos altíssimos níveis de corrupção. Ao mesmo tempo, fico surpreso e contente que grande parte da população enxergue felicidade no meio de tanto horror e se esforce para se reunir mais uma vez entre amigos e familiares, mesmo que de forma singelamente escrota, diante de péssimos tempos, talvez a salvação esteja na esperança e fé mesmo.
Se existe alguém com o mínimo de consciência do que aconteceu somente nos últimos 10 anos neste país - ou até mesmo sua história inteira - ela saberia melhor do que continuar perdendo seu tempo e esforço num país cujo maior problema é o próprio cidadão. No auge da maior crise que nossa nação já passou, pensamentos sobre continuar minha vida em outro país são cada vez mais recorrentes, mas já que isto é impossível pelo menos nos próximos dez anos, o dilema que enfrento na minha consciência hoje é se vale a pena viver até lá. Que venham os nay-sayers da razão ''ó bernardo mas se você se dedicasse nesses próximos dez anos, você se mudaria em até menos para outro país e teria uma qualidade de vida ótima pelo resto da sua existência, por que tanta raiva? Você mora literalmente no melhor edifício do Sul do país e um dos melhores da América Latina, você parece um mal agradecido e mal amado falando... Já passou por tantas experiências boas e não pode aguentar uma tempestade no meio da sua vida de bon-vivant?'' Bem, não tenho coragem de fazer isto nem comigo e nem com aqueles à minha volta porém...
Minha resposta é: vai tomar no seu cu, falaciador folgado, só porque soa o mais correto não quer dizer que esteja realmente certo, as ideias deste blog expressam que nós escrevemos nosso próprio destino, foda-se o que lhes foi ensinado de certo e errado, adiantariam dez anos de muita dor de cabeça num meio cheio de idiotas e pessoas ruins? Meu irmão certamente entendeu isto mais cedo do que eu por ser mais velho e foi seguir suas ambições em outro país, onde nossas ambições podem ser levadas a sério e com credibilidade. Fico possesso ao saber que mesmo que eu esteja em condições ótimas não posso aproveitar a vida como bem entendo, sou realmente livre? Devo simplesmente calar a boca e olhar para baixo satisfeito porque existem miseráveis neste mundo? Se isto é humildade, tolos hei de serem todos vocês humildes, pessoas ''tão boas e corretas''. Não há razão para viver se não fomos ditar o que vira pela frente, não há bravura ou coragem em se submeter à condições depressivas por um bem maior, apenas débito sem crédito, esperanças vazias de retorno, por exemplo: racionalmente falando, um escravo negro e sua família não possuem vida, a única coisa que alimenta suas carcaças é a fome por liberdade para começar uma de fato, mas como é improvável que eles a consigam, eles morreram em vão e terão vivido sem sentido, a não ser que eles seguissem a filosofia americana na condição de get freedom or die trying, mas como o ser humano geralmente é preso à zona de conforto e medroso do que ainda é desconhecido, um pai de família escrava nunca instigaria sua família com tamanha ideia, muito menos disseminar o do or die em crianças ainda inocentes e ingênuas sobre a verdadeira realidade, que até hoje se mantém invicta no outro lado do ring.
A história de um soldado hoje em dia não é diferente, por mais que já tenha sido glorioso e digno morrer por uma causa, ideia ou nação, não temos mais os mesmos homens, líderes, ou até mesmo algo que valha a pena morrer. Outra vertente dentro deste tema de liberdade pessoal, é que nem mesmo os eremitas estão livres, você já pensou como seria largar tudo e viver do que der e vier vagando pelo mundo? Mesmo sendo condições extremas, muitas pessoas hoje simpatizam com a ideia só de imaginar, porém erroneamente, pois por mais que um indivíduo esteja livre de possessões e obrigações, ele ainda estará a mercê das circunstâncias à sua volta, sejam elas tempo, saúde ou até intervenções de terceiros na sua vida, pois mesmo se isolando da sociedade, você nunca estará sozinho.
Acho que estou quimicamente mal, por mais que estas postagens me ajudem a entender melhor o que está acontecendo dentro e fora da minha cabeça, não me sinto mais o mesmo, estou claramente com sintomas de alguma condição psicológica ou até física. Estou voltando a ter crises de ansiedade junto de náuseas, pensamentos negativos sem pausa e episódios de agressividade extrema (não necessariamente juntos) que me fazem ligar o computador e vomitar pensamentos e ideias neste blog, sejam elas populares ou não, certas ou erradas, com ou sem nexo ou até coerência, só preciso me manter ocupado até o tempo passar e, se Deus quiser, as coisas melhorarem novamente para que eu não tenha oportunidade de pensar muito, porque aliás, não sou o mesmo homem quando sozinho.
Não acho que ajuda profissional possa me beneficiar tanto quanto viver novas experiências e escrever minha própria história, esta é uma luta contra mim mesmo e só eu posso luta-lá, espero que os conselhos de idosos se mostrem valiosos um dia, porque a única luz que vejo no final deste túnel está bem longe para todos nós...
terça-feira, 19 de junho de 2018
Por mais que o credo de costume seja como dito na imagem, eu pessoalmente gosto de pensar que sempre existiram e existirão pessoas como cada um de nós, não exatamente igual porém, com a mesma essência/alma e como resultado, elas passam por histórias e vidas parecidas.
Assim como a morte do rapper XXXTENTACION, mesmo aquela pessoa específica estando morta, outros assim como ela virão repor seu lugar na sociedade e história, repondo até os estereótipos em cada geração: os nerds, os mocinhos, os maus, os burros, os inteligentes, as feias, as gatinhas, os atletas, e assim vai...
Pensar nisto me traz mais segurança sobre a morte, ao imaginar que mesmo sumindo para sempre, outros com a mesma alma, cabeça e jeito de ver as coisas como eu continuem cumprindo seu contrato social sofrido e dever depois de tantas adolescências vividas; sempre haverão adolescentes pegando o carro dos pais escondidos, transando, matando aula, usando drogas, brigando e querendo entrar em situações arriscadas para ter mais histórias a contar.
Gosto também de pensar que nos momentos arriscados, meus antepassados ou almas similares a minha assistem (tanto me dando assistência contra os perigos e os males, quanto assistir minha história também por entretenimento). Este sentimento é compartilhado com a sensação de ver a vida como um filme que já passou muitas vezes, de ver e rever sempre as mesmas causas, reações e reagentes novamente, como se houvesse herdado a maturidade de uma alma que já presenciou inúmeras vidas, sem saco para aturar futilidades, como exemplo, desisti de conversar com uma ninfeta pelo celular depois de ela ignorar minhas e perguntas e subitamente perguntar se eu gostei do seu esmalte novo, e se suas unhas postiças novas eram bonitas, acompanhado de uma foto das mesmas. Brincadeira, este não é o melhor exemplo, mas você entende a ideia, e de fato aconteceu.
Anos atrás, quando eu fazia sessões de massagem ao estilo hindu com uma mulher voltada totalmente à religião e o espiritualismo indiano. Ela me disse depois de algumas sessões que minha alma é velha, diferente de minha irmã, que possui uma alma nova e inexperiente, não sei se tudo isso parece plausível ou não, mas sei que me contenta em imaginar.
sábado, 16 de junho de 2018
~ Gerações de homens perdidos
As gerações nascidas durante e posteriormente à Guerra Fria vivem desoladas de vocação, inspiração e identidade. Seriam soluções uma revolução cultural, religiosa ou até mesmo econômica na sociedade contemporânea? Ou melhor, você realmente deseja mudança?
O povo brasileiro, por exemplo, desde a vinda da família real vem sendo chutado no chão como um cachorro, que continua vivo apenas com as migalhas de pão que lhes são dadas de tempo em tempo, seja o governo monárquico, republicano ou qualquer outro, a política do pão e circo vem depredando os cidadãos desde o Império Romano, seria esta a verdadeira essência do ser humano? Seríamos nós maus por natureza e condenados a viver para sempre nas mãos de um leviatã, para manter a ordem e o progresso?
Não, Loke, a prova disso está na dissolução de todos os governos que nos tratou assim perante à história, por que? Por causa da escassez do pão e a falta do circo. Parece que independentemente do período histórico, não haveria revolução alguma se não por estopins quase que fúteis por parte das massas, o que seria do atuais movimentos ''O Gigante Acordou'' ou ''Movimento Brasil Livre'' se não o acréscimo de mais uns centavos na passagem do ônibus? Ou na revolução americana, onde o estopim para mudança foi também um acréscimo de taxa mínimo de uma commodity, por mais que tudo isso seja resultado de bolas enormes na neve da insatisfação, a verdadeira questão é: o que seria das massas insatisfeitas, sem os poucos homens fortes o suficiente para liderá-las a alguma mudança?
Da obra, ''Humano demasiado humano'', de Nietzche: “[The modern] individual focuses too narrowly on his own short lifespan… and wants to pluck the fruit himself from the tree he plants, and so no longer likes to plant those trees that demand a century of constant tending and are intended to provide shade for long successions of generations.” (Human All Too Human)Assim como houve na greve dos caminhoneiros, após um mero, e temporário, reajuste apenas para o diesel, o movimento que parou e uniu país inteiro contra o governo resolveu ceder à solução mais ''razoável'' e rápida, para alimentar seus próprios interesses e deixar a nação com o pau na mão. É isto que acontece quando se deixa o futuro do país nas mãos de caminhoneiros, ou qualquer outro contexto social dentro desta Untermensch.
Lecionam nas escolas hoje sobre um período dito, culturalmente sombrio, no Brasil, onde apenas homens com poderes aquisitivo, influencial e intelectual poderiam votar, sem mulheres, jovens, pobres ou iletrados nas urnas. É muito lindo poder oferecer direitos políticos à todos (inclusive analfabetos), mas me diga, naturalmente sempre existiram pastores e seu rebanho, até com outros animais, seríamos nós racionalmente desenvolvidos para permitir uma década e meia de PT junto da maior crise política e econômica que este país já viu?
Nós não precisamos de leviatãs nem xibatadas para nos deixar mais inteligentes, necessitamos de uma revolução cultural que nos guie à algo maior que nós mesmos, mudando nossas morais para aquilo cujo é mais racional e objetivo ao em vez daquilo que é primitivo e contra nossa própria natureza, geralmente vindo de dogmas religiosos, que disseminam ordem e prosperidade refutando elementos naturais do ser humano, por exemplo, o sexo, a violência e a ambição.
Entretanto, enquanto houver calor e frio, luz e escuridão, haverá luta entre homens e entre nações, a espécie humana apodreceria no paraíso, pois tudo que somos de hoje é resultado de muita luta. Progrediremos apenas através de mais esforço e inteligência, porém está guerra com nós mesmos não há começo nem fim.
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Qual sua motivação neste exato momento para continuar?
Não, esqueça de planejamentos pro futuro, ambições e etc... Estou falando do que fez você sair da cama hoje, sem desculpas do tipo: - ''ah cara, você quer que eu fique deitado simplesmente? Preciso comer, ir ao banheiro, cumprir minhas obrigações e tal..'' Esqueça o seu corpo, seus arredores e suas necessidades, o foco desta pergunta não é sobre o propósito dos veículos físicos deste mundo, sejam eles seu próprio corpo ou casa. É sobre nosso propósito espiritual, nossa consciência, quem reside em cada cachola.
Esta pergunta é confusa, sim, porém sua frequência é recorrente sempre que acordo para começar um novo dia. E ainda não tenho opinião formada para responder ela.
Eu, superficialmente talvez, diria que é a academia, ela hoje é minha terapia, onde naturalmente progredir no esporte me trás contentamento junto de um espírito competitivo bem satisfeito. Além do que acredito que malhar me trás confiança no dia a dia, depois de seis anos suando feito um porco consigo chamar mais atenção de ninfetinhas e em situações sociais/de trabalho, possuir a imagem de um homem forte muitas vezes se prova útil, porém por mais que eu bote 110% do meu esforço e dedicação nisso, nunca sequer sairia da categoria de mirim sem investimento pesadíssimo em comida e anabolizantes, continuo sem troféus ou 50 cm de braço, mas mesmo assim é muito prazeroso conquistar um físico em que todo mundo, inclusive amigos próximos, suspeitam altamente de ter sido construído com ''bomba'''. Enquanto nunca foi, esse sentimento só alimenta cada vez mais a fome e curiosidade por testá-las um dia; aliás, por que ser um rei, quando se pode ser um deus?
Não do tipo que tem tatuagens genéricas e sem fundamento pessoal ou curte se exibir na praia, mas um ''deus'' no sentido de ultrapassar as fronteiras naturais do ser humano, se tornar de fato um super atleta e ver até onde podemos ir com estes veículos físicos que carregam o espiritual, além da arte de customizá-los também, levando mais ao lado da estética e como expressá-la, semelhante a coreografias artísticas, onde cada ''dança'' no palco demonstra uma identidade e características diferentes em toda competição de fisioculturismo.
Todavia, não consigo ver futuro numa rotina quase completamente anti-social e privada dos prazeres da vida, preso à famosa agenda do: train, eat and sleep, a mais primitiva, mas a mais eficiente para obter resultados de verdade. Isto me preocupa, porque não pretendo de jeito nenhum investir uma carreira profissional nesse mundo, não por ausência de dedicação ou falta de recursos, apenas por mostrar-se um caminho sem volta, onde não permitirei afetar minha saúde ou abster-me de ter uma vida, cuja vocação é também compartilhada com o mundo do empreendedorismo, já que meu único objetivo ser é ser melhor no que faço, sempre.
Talvez essa seja a resposta, ser o melhor em tudo que fazemos, não importa o lado que iremos, mesmo que isso parta para dogmas maquiavélicos, é mais uma questão além do bem e do mal, focada apenas à existência própria do indivíduo e sua importância.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
~ Antítese ao padrão de natureza humano e a ma fé
Lembro que desde pequeno, sempre tive minhas frustrações amorosas, sempre após muito amor platônico e ilusões na cabeça. Mas principalmente pelo fato de eu nunca ter sido levado a sério - o melhor relacionamento que tive até a data foi com uma mulher 7 anos mais velha que eu, ela hoje está morando fora da cidade após ganhar vaga em um concurso bastante contestado, fruto de muito estudo, um diploma e uma pós graduação que não fiquei para ver se ela a terminou de fato, lmao.
O estopim de nossa separação, após seis meses de muita putaria e trocas sinceras de reflexões, foi justamente minha palavra deixar de perder valor. Quando a pedi em namoro, estava mais do que clara a situação onde uma das partes ama mais que a outra, pondo à mesa o descaso que houvera e a ausência de sede por novas aventuras em sua pessoa. Assim como aconteceu com um irmão meu, não só de alma mas de identidade também, que simplesmente descobriu que aquela não era sua história, não com aquela pessoa, não naquele país e nunca naquele espaço confinado à circunstâncias terríveis.
Ao meu ver, isso tudo parece um filme que já cansei de assistir. Na quinta ou quarta série do fundamental, quando comecei a chavecar os melhores brotos da sala, a garota com quem eu estava mais perto de qualquer coisa, me disse no MSN, que não poderia namorar/ficar comigo, pois seu pai não a permitia ainda. Hoje ela é uma megera indomável e eu não estaria surpreso se a visse na próxima capa da Playboy...
Você, leitor, não concorda que em ambos meus casos houveram a reincidência de uma coisa chamada, mauvaise foi? Matéria apresentada pelo filósofo existencialista, Jean-Paul Sartré, a má fé é descrita como o fenômeno onde alguém nega sua liberdade absoluta preferindo comportar-se como objeto, como coisa, numa forma de permanecer firme na zona de conforto e autoafirmação. Esta fé é usada para produzir falácias e desculpas que não admitimos nem para nós mesmos, apenas para fantasiar o tempo inteiro o que foi, simplesmente, escolhas feitas somente por nós e não erros de terceiros.
Se sou adepto dela? Posso ser, posso não ser mais... Porém, a história humana já provou que por natureza, somos todos parte da mesma hipocrisia, resumida em ações diárias que resultam no que achamos que vai ser o melhor para nós mesmos no futuro, seja ele breve ou não, assim como atos de bravura e e sacrifícios pelo bem maior também são características de nossa essência, ambos bem e mal se encontram em mim e você, mas não é como se pudéssemos fazer algo sobre isso, a não ser arbitrar nossa vida, aí que a filosofia entra. Mas à final de contas, quem estás acompanhando seus pensamentos e escolhas este tempo inteiro? Deus? Não. Pois saiba que o dia do julgamento final virá quando você perceber que não aproveitou seu dia como pôde, devido à essa imaturidade tanto culta quando espiritual. Não é a toa que todo idoso diz: aproveite a vida enquanto pode/não deixe para amanhã, devemos fazer as escolhas certas para não queimar depois nas chamas do remorso, onde carcaças livres da boa índole e bom espírito se aquecem, juntos da minha ex namorada.
Meu irmão está escrevendo seu próprio destino, escolhendo permanecer no céu ao inferno. Ou você achou que nossas escolhas não implicavam nisto? Ambos ambientes estão aqui na Terra, neste plano espiritual, somos simplesmente dados a escolha de qual lugar iremos explorar enquanto temos nossas vidas.
Você já pensou por que está realmente puto?
Pois eu já, e encontrei a resposta no livro mais vendido na história do Japão: Musashi
A obra conta sobre o que foi o maior samurai japonês, Takezo, ou após mudar seu nome, Myamoto Musashi. O romance retrata o jovem ronin de dezoito anos, num Japão dividido politicamente e socialmente, diante de inúmeras guerras e escassez ele vive como um eremita veterano de guerra, lidando com suas circunstâncias usando a ignorância, ódio e violência, com notável excelência no terceiro dado.
E após ganhar sua fama temida, é pego numa armadilha feita por um monge armado apenas com um cajado e sua sabedoria filosófica zen-budista. Takezo está agora preso a uma árvore fazendo de tudo para se soltar das cordas, enquanto num diálogo com o monge lhe é dito:
- Céus, que força impressionante! Você está conseguindo balançar até a árvore! Mas veja a terra: nem se abala, reparou? Sabe por quê? Porque não há força em seu ódio - seu ódio é pequeno, é privado, tem origem em rancores pessoais. A indignação de um homem deve ser desprovida de interesses pessoais, devota à causa pública. Encolerizar-se levado por mesquinhas emoções pessoais é histeria feminina.
[...]
-Acreditava não haver no mundo ninguém mais forte que você, estou certo ou não? E agora, o que tem a dizer do seu atual estado? - Continuava o monge.
-Você não me derrotou pela força: nada tenho de que me envergonhar. Frisava Takezo.
-Não importa se fiz uso de expedientes ou de palavras, o fato é que o derrotei [...] Se considerarmos apenas sua força física, você é mais forte do que eu, tem toda a razão. Um homem não pode lutar com as mãos limpas contra um tigre, é claro. Mas um tigre é sempre um tigre, um animal inferior ao homem, não se esqueça. [...] O mesmo se dá com a sua coragem: todas as suas ações, até agora, demonstraram temeridade, uma falsa coragem que deriva da ignorância. Não são atos de um ser humano, nada têm a ver com a verdadeira força de um bushi. O homem, o verdadeiro bravo, teme o que tem de ser temido, poupa e resguarda a vida - está pérola preciosa - e procura morrer por uma causa digna. Percebe agora o que há de tão lamentável em tudo isso? Você veio ao mundo possuindo força física e firmeza de caráter, mas é inculto; aprendeu apenas o lado sombrio da arte guerreira, não procurou cultivar a sabedora e a virtude [...].
Takezo mais tarde escapa, porém volta ao monge para reconciliar-se e ceder ao caminho das letras e do conhecimento. Confinado em uma torre pelo seu, agora guru, lhes é deixado várias coleções de livros e zonas de treinamento, para três anos depois achar um novo sentido para a vida, assim como novos usos para sua força e habilidades descomunais.
Bem, o resto é spoiler, porém a moral da história: para melhor aproveitar a vida e sugar toda sua essência, deve se obter conhecimento.
Não é a toa que este livro se encontra em toda cabeceira japonesa, real talk.
Pois eu já, e encontrei a resposta no livro mais vendido na história do Japão: Musashi
A obra conta sobre o que foi o maior samurai japonês, Takezo, ou após mudar seu nome, Myamoto Musashi. O romance retrata o jovem ronin de dezoito anos, num Japão dividido politicamente e socialmente, diante de inúmeras guerras e escassez ele vive como um eremita veterano de guerra, lidando com suas circunstâncias usando a ignorância, ódio e violência, com notável excelência no terceiro dado.
E após ganhar sua fama temida, é pego numa armadilha feita por um monge armado apenas com um cajado e sua sabedoria filosófica zen-budista. Takezo está agora preso a uma árvore fazendo de tudo para se soltar das cordas, enquanto num diálogo com o monge lhe é dito:
- Céus, que força impressionante! Você está conseguindo balançar até a árvore! Mas veja a terra: nem se abala, reparou? Sabe por quê? Porque não há força em seu ódio - seu ódio é pequeno, é privado, tem origem em rancores pessoais. A indignação de um homem deve ser desprovida de interesses pessoais, devota à causa pública. Encolerizar-se levado por mesquinhas emoções pessoais é histeria feminina.
[...]
-Acreditava não haver no mundo ninguém mais forte que você, estou certo ou não? E agora, o que tem a dizer do seu atual estado? - Continuava o monge.
-Você não me derrotou pela força: nada tenho de que me envergonhar. Frisava Takezo.
-Não importa se fiz uso de expedientes ou de palavras, o fato é que o derrotei [...] Se considerarmos apenas sua força física, você é mais forte do que eu, tem toda a razão. Um homem não pode lutar com as mãos limpas contra um tigre, é claro. Mas um tigre é sempre um tigre, um animal inferior ao homem, não se esqueça. [...] O mesmo se dá com a sua coragem: todas as suas ações, até agora, demonstraram temeridade, uma falsa coragem que deriva da ignorância. Não são atos de um ser humano, nada têm a ver com a verdadeira força de um bushi. O homem, o verdadeiro bravo, teme o que tem de ser temido, poupa e resguarda a vida - está pérola preciosa - e procura morrer por uma causa digna. Percebe agora o que há de tão lamentável em tudo isso? Você veio ao mundo possuindo força física e firmeza de caráter, mas é inculto; aprendeu apenas o lado sombrio da arte guerreira, não procurou cultivar a sabedora e a virtude [...].
Takezo mais tarde escapa, porém volta ao monge para reconciliar-se e ceder ao caminho das letras e do conhecimento. Confinado em uma torre pelo seu, agora guru, lhes é deixado várias coleções de livros e zonas de treinamento, para três anos depois achar um novo sentido para a vida, assim como novos usos para sua força e habilidades descomunais.
Bem, o resto é spoiler, porém a moral da história: para melhor aproveitar a vida e sugar toda sua essência, deve se obter conhecimento.
Não é a toa que este livro se encontra em toda cabeceira japonesa, real talk.
sexta-feira, 8 de junho de 2018
~Outra crônica feita com a mesma finalidade, apenas esta é a história de uma das noites mais loucas da minha vida, estou começando a aproveitar meu tempo livre lendo essas histórias para lembrar de como é ter um carro, liberdade incondicional e deliberada. Circa começo de 2018, dia histórico no qual foi realizada a prisão oficial do ex-presidente Lula.
Meu final de semana começou quando minha empregada disse que meus pais viajariam no Sábado e voltariam Domingo de manhã. E enquanto eu assistia da janela eles partindo, logo entrara no prédio o uber de Pizzatto - vulgo bicho criado, ou, cunhadão - para iniciarmos a putaria junto com Álvaro, que chegara pouco depois para atordoar nossos lombos frontais com LSD e kunk.
Pouco depois de mandarmos o resto do papel que tínhamos, fizemos a saudável decisão de ir buscar mais na casa do (caralho) trafica. Feito o ''corre'', prosseguimos ao Batel Grill para matar aquela larica, apenas para passar os momentos mais envergonhosos de nossas vidas.
Lá o papel havia batido e com toda sua potência, logo na entrada da churrascaria, ficamos nos cagando de rir a partir do momento que entramos até sairmos, nunca experienciei tanta risadeira como desta vez, dificultando até nosso jantar.
Ao finalmente sairmos daquele ambiente constrangedor, dado o nosso estado, fomos à casa de Pradola para seu aniversário. Depois de uma bela reunião entre corote e Galudos (apelido de nosso contexto social) o trio de mosqueteiros adotou mais uma figura que não mostrava a cara a meses, Nader, um velho amigo. Ele nos aguentou solenemente sóbrio no Corolla enquanto íamos agora, em comboio com os recém papelados Tiagueira e Fuadino, até a sede da Polícia Federal, encontrar o recém chegado ex-presidente Lula, cuja prisão e transporte foram finalmente feitos enquanto dávamos nosso role.
Ao chegarmos, desistimos na hora ao ver inúmeros checkpoints da polícia nos arredores da delegacia. E em todo este meio tempo, tivemos de parar várias vezes em casa para o refil de skunk e Goblin (LSD), aliás, não somos idiotas de andar com essas merdas no carro, aproveitamos para dar um role de A45 torando o pau pelo ecoville inteiro, acordando todos os velhos chatos que anotam a placa do meu carro e ligam distribuindo ameças de processo por ''direção perigosa'' e acordar a vizinhança inteira com o ronco. Mal sabem eles que nem carteira tenho, até hoje.
Lá pela segunda metade da noite, nossos camaradas já haviam se dispersado, uns ido para casa bater virilha e outros não se sabe ainda, somente eu e Álvaro agora no meio daquela loucura toda, a cada duas horas mandando meia dose de Goblins, claramente experienciando a noite mais louca da minha vida até a data ainda.
Até que no meio do trânsito encontramos outra figura curiosa, Ado com sua BMW M3. Num semáforo próximo, combinamos de ir a casa abandonada com ele, onde nos reuníamos para fumar durante a maior parte da Golden Age. Vários baseados depois, fomos nos aventurar em seu novo apartamento, uma cobertura luxuosa com uma das melhores vistas do Ecoville, porém ainda em obras.
Não demorou muito até termos de nos despedir dele, dada a extrema angústia claustrofóbica de ficar entre paredes papelado com aquela sua atitude boçal. Ao abandoná-lo, tomamos outra saudável decisão partir ao Mcdonalds da Batel, apenas para encontrar outro grande personagem, Teta.
Ele acabara de sair de uma festa, estilo rave, cujo pai da anfitriã distribuía MDMA para os convidados sem acanho algum, engraçado, mais cômico ainda era o seu estado de fritura àquelas quatro da manhã. Álvaro pouco depois teve de ir com pressa para casa após uma ligação inesperada vinda de seus pais, deixando o dever de fechar a noite com a chave de ouro para mim e teta. Aparentemente ele teria compromisso no dia seguinte, se não me falha a memória de tanta loucura.
Às singelas cinco horas daquela manhã, nossa nova missão consistia em comprarmos, e fumarmos urgentemente, uma carteira inteira de cigarro e ir para a casa de Volpato. Onde estava mais maconha, tranquilidade e uma ninfeta - cuja identidade deve permanecer anônima, até nesta crônica, sendo mais uma amante do difamado Vorpis - esperando o na cama ainda para mais. Pois esperara, enquanto nós fumávamos assistindo o céu clarear levemente.
Deixando eles em paz logo em seguida, esbarramos com os dois maiores bebuns dos Galudos, Mariani e Artur, carregando corotes eles iam visitar Volpato também, aparentemente, até nós os recrutarmos para ir a minha casa mandar o famoso good-night. OBS: tive de dar carona aos dois de volta, claro, depois de atazanar muito ainda a A45 naquela manhã de domingo vazia e fria, típica de Curitiba, implorando para acabar com meu tanque de gasolina.
No final desta história, eu e Teta naquele ritmo de final de carreira, procedemos a organizar a casa para finalmente dormirmos. Pelo menos até as nove da manhã, quando subitamente o avisaram para ir a um almoço de família que ocorrera naquele Domingo, me deixando para dormir até as cinco da tarde e acordar imediatamente escrevendo esta merda toda.
Hell of a fucking night.
Está história foi construída com fatos detalhados que realmente aconteceram aquela noite, espero ter lembrado de tudo. Depois de passar horas aprimorando o texto original para uma leitura mais prazerosa, posso finalmente terminar de escrever e ir fumar um com meus amigos para relaxar, depois de jantar, claro.
Meu final de semana começou quando minha empregada disse que meus pais viajariam no Sábado e voltariam Domingo de manhã. E enquanto eu assistia da janela eles partindo, logo entrara no prédio o uber de Pizzatto - vulgo bicho criado, ou, cunhadão - para iniciarmos a putaria junto com Álvaro, que chegara pouco depois para atordoar nossos lombos frontais com LSD e kunk.
Pouco depois de mandarmos o resto do papel que tínhamos, fizemos a saudável decisão de ir buscar mais na casa do (caralho) trafica. Feito o ''corre'', prosseguimos ao Batel Grill para matar aquela larica, apenas para passar os momentos mais envergonhosos de nossas vidas.
Lá o papel havia batido e com toda sua potência, logo na entrada da churrascaria, ficamos nos cagando de rir a partir do momento que entramos até sairmos, nunca experienciei tanta risadeira como desta vez, dificultando até nosso jantar.
Ao finalmente sairmos daquele ambiente constrangedor, dado o nosso estado, fomos à casa de Pradola para seu aniversário. Depois de uma bela reunião entre corote e Galudos (apelido de nosso contexto social) o trio de mosqueteiros adotou mais uma figura que não mostrava a cara a meses, Nader, um velho amigo. Ele nos aguentou solenemente sóbrio no Corolla enquanto íamos agora, em comboio com os recém papelados Tiagueira e Fuadino, até a sede da Polícia Federal, encontrar o recém chegado ex-presidente Lula, cuja prisão e transporte foram finalmente feitos enquanto dávamos nosso role.
Ao chegarmos, desistimos na hora ao ver inúmeros checkpoints da polícia nos arredores da delegacia. E em todo este meio tempo, tivemos de parar várias vezes em casa para o refil de skunk e Goblin (LSD), aliás, não somos idiotas de andar com essas merdas no carro, aproveitamos para dar um role de A45 torando o pau pelo ecoville inteiro, acordando todos os velhos chatos que anotam a placa do meu carro e ligam distribuindo ameças de processo por ''direção perigosa'' e acordar a vizinhança inteira com o ronco. Mal sabem eles que nem carteira tenho, até hoje.
Lá pela segunda metade da noite, nossos camaradas já haviam se dispersado, uns ido para casa bater virilha e outros não se sabe ainda, somente eu e Álvaro agora no meio daquela loucura toda, a cada duas horas mandando meia dose de Goblins, claramente experienciando a noite mais louca da minha vida até a data ainda.
Até que no meio do trânsito encontramos outra figura curiosa, Ado com sua BMW M3. Num semáforo próximo, combinamos de ir a casa abandonada com ele, onde nos reuníamos para fumar durante a maior parte da Golden Age. Vários baseados depois, fomos nos aventurar em seu novo apartamento, uma cobertura luxuosa com uma das melhores vistas do Ecoville, porém ainda em obras.
Não demorou muito até termos de nos despedir dele, dada a extrema angústia claustrofóbica de ficar entre paredes papelado com aquela sua atitude boçal. Ao abandoná-lo, tomamos outra saudável decisão partir ao Mcdonalds da Batel, apenas para encontrar outro grande personagem, Teta.
Ele acabara de sair de uma festa, estilo rave, cujo pai da anfitriã distribuía MDMA para os convidados sem acanho algum, engraçado, mais cômico ainda era o seu estado de fritura àquelas quatro da manhã. Álvaro pouco depois teve de ir com pressa para casa após uma ligação inesperada vinda de seus pais, deixando o dever de fechar a noite com a chave de ouro para mim e teta. Aparentemente ele teria compromisso no dia seguinte, se não me falha a memória de tanta loucura.
Às singelas cinco horas daquela manhã, nossa nova missão consistia em comprarmos, e fumarmos urgentemente, uma carteira inteira de cigarro e ir para a casa de Volpato. Onde estava mais maconha, tranquilidade e uma ninfeta - cuja identidade deve permanecer anônima, até nesta crônica, sendo mais uma amante do difamado Vorpis - esperando o na cama ainda para mais. Pois esperara, enquanto nós fumávamos assistindo o céu clarear levemente.
Deixando eles em paz logo em seguida, esbarramos com os dois maiores bebuns dos Galudos, Mariani e Artur, carregando corotes eles iam visitar Volpato também, aparentemente, até nós os recrutarmos para ir a minha casa mandar o famoso good-night. OBS: tive de dar carona aos dois de volta, claro, depois de atazanar muito ainda a A45 naquela manhã de domingo vazia e fria, típica de Curitiba, implorando para acabar com meu tanque de gasolina.
No final desta história, eu e Teta naquele ritmo de final de carreira, procedemos a organizar a casa para finalmente dormirmos. Pelo menos até as nove da manhã, quando subitamente o avisaram para ir a um almoço de família que ocorrera naquele Domingo, me deixando para dormir até as cinco da tarde e acordar imediatamente escrevendo esta merda toda.
Hell of a fucking night.
Está história foi construída com fatos detalhados que realmente aconteceram aquela noite, espero ter lembrado de tudo. Depois de passar horas aprimorando o texto original para uma leitura mais prazerosa, posso finalmente terminar de escrever e ir fumar um com meus amigos para relaxar, depois de jantar, claro.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
~Este é um texto - feito com o intuito de entreter eu e meus amigos - que escrevi no bloco de notas do celular, ele retrata o início da era da ''vagabundagem'', detalhando comicamente um dia normal, circa Novembro de 2017
A Alegoria da Batel
Acordei às 6:20, tomei um banho rápido para desbaratinar - já que seu Bernardo não se lavava a quase dois dias - dado conta do recado, fui buscar Álvaro com pressa já que nosso plano era abastecer e chegar o quanto antes na rua do colégio para procrastinar dentro do carro ouvindo gangsta rap com os bancos recuados, enquanto os brotos passavam e testemunhavam tamanha proeza, alimentadora de nosso ego vazio às 7 horas naquela manhã de Quarta-Feira.
Ido para a aula e sobrevivido às tentações do demônio – desde calças leggings à cair em discussões pesadas com professores – fui ao carro não apenas para ir embora daquele lugar esquecido por Deus, mas para esperar Álvaro e ter certeza que na hora que saíssemos, a escola toda nos fitasse, fosse com desdém ou orgulho. Aliás, não era apenas nosso ego que estava com fome ao meio dia daquela Quarta-Feira.
E enquanto eu me aproximava da A45, mesmo já sendo um grande adepto da boçalidade e playboyzisse, tentei me abster do nariz empinado e cumpri a cena de passar por aqueles plebeus – que olhavam para o chão ao entrar nas mini-vans francesas de seus pais – com o mínimo de humildade. Mesmo sendo quase impossível devido ao meu cold start de 110 decibéis e ressonância de escape beirando os 300.
OBS: Ao finalmente poder checar minhas mensagens no celular vi que Álvaro estava em casa com Kaviski, apertando o que seria até hoje – a Quinta-Feira seguinte - a mistura de kunk mais chapante que provei. (violator + cinderella 99)
Um Audi TT branco absolutamente sem ronco, costurando o trânsito igual uma lontra velha, achou que havia me intimado a alcança-lo, sido feito sem problema algum além do de ter ensurdecido os motoristas da rápida que estávamos.
Chegando em casa, ainda lesado do apertuncles de Terça-Feira à noite, lariquei forte um pratão à moda arroz e feijão. E, como de lei, busquei os dois caboclos na casa de Álvaro para apertamos mais uma mistura de tuga, apenas para descobrir que eu seria o único a apertá-la já que os nóias se encontravam em Nárnia, muito além do Brasil.
Depois de nós três atingirmos o nirvana, fomos até a MMA Lavagens ‘’Especiais’’ para imacular aquele carro em estado porco, aliás, isso que dá ter um carro quatro portas, quem tem sabe. Ao entregar a chave, sequelando até para sair do carro, combinei de busca-lo às 17:30 horas. Faltando ainda umas duas horas, eu e meus drugues fomos a pé para o shopping laricar alguns top sundaes de chocolate no Mc.
Voltamos cada um para seu respectivo lar depois de uma árdua tarde. Eu, exausto e lesado, tive de dormir até umas 19:35 horas, sendo que faltei a academia às 17 e sequelei forte em não buscar meu carro, entretanto estou confortável e contente, ao ponto de escrever toda essa asneira rindo igual um bobo ao lembrar dos detalhes.
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Mais um dia neste ano de procrastinagem extrema, onde nada tem fim, o clima hostil em casa, os dias faltando para que eu possa recomeçar a auto-escola e terminar o terceirão do médio. Espera, eu sou vagabundo? Permita-me recapitular...
No começo deste ano, achei que tinha um dilema a enfrentar: ir para a faculdade ou continuar no ensino médio. Apenas para me encontrar diante de uma imposição arbitrária, e entender que por mais que eu esteja em boas condições no geral, as circunstâncias não são as mais desejadas, ou aliás, nada desejadas.
Depois de fazer dezenove anos de idade, a angústia bate mais forte do que nunca em busca de minha identidade, junto da ambição extrema atrás de independência e liberdade, mesmo que isso signifique fugir de casa e recomeçar do zero. Ainda que a razão sempre bata na minha porta diante desses pensamentos fúteis e ingênuos, ela não ameniza minha paciência e sede por vida, a solução mais plausível nesses cenários é sempre ''esperar'' pelo melhor, aparentemente.
Bem, eu estive esperando desde que me conheço por Bernardo, prazer, um procrastinador vagabundo a espera de 2019.
OBS: não procuro atenção ou compreensão de ninguém além de minha própria quanto às minhas meditações (ou, reflexões) , estou apenas concretizando, em palavras, o que passa na minha cabeça por meio da intertextualidade e táticas para aprimorar minha escritura e intelecto - já que este ano não compareci a mais de 10 aulas e não tenho tempo para ler livros dada a saidera constante. Espero reler esses parágrafos e refutar minhas próprias idéias para manter a ordem e sanidade, tanto intelectual quanto espiritual, enjoy.
Mais um dia neste ano de procrastinagem extrema, onde nada tem fim, o clima hostil em casa, os dias faltando para que eu possa recomeçar a auto-escola e terminar o terceirão do médio. Espera, eu sou vagabundo? Permita-me recapitular...
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