sábado, 14 de julho de 2018


Não há imagens ou textos que possivelmente possam expressar o que estou sentindo. Simplesmente não tenho nada de bom a oferecer ao mundo, assim como o mundo não tem nada de bom mais a me oferecer, como este blog, escrever não ajuda mais, a que ponto chegarei?

Adeus.

sexta-feira, 6 de julho de 2018


~The Patient's Journal

Estou melhorando desde meu último post, aparentemente foi apenas mais uma tempestade seguida de tempo aberto e claro, assim como Aristóteles supostamente pregava; episódios de tristeza e confusão mental que posteriormente abrem portas para pensamentos claros e mais racionais.

 Acredito que saí desse dilúvio com o seguinte mindset: se você quer algo bem feito, faça você mesmo.

Apenas me levarão a sério quando eu for o Poderoso Chefão, quando precisarem comer da minha mão ou se tornarem subordinados da minha vontade a troco de um jogo de interesses pessoais. Este mundo realmente está cheio de filhos da puta e megeras, com certeza eu estaria num lugar ou posição melhor se eu botasse isso na minha cabeça, talvez isso me impedisse até de me tornar um deles, mas qual o custo do caminho certo? Andar sozinho ao em vez de mal acompanhado? Abandonar a procura por uma companheira decente e me abster das dores e melancolia que relacionamentos proporcionam? Passar por mais novelas cujo fim sempre soubemos?

Talvez esse seja o Ubermensch, aquele cuja abstinência de futilidades humanas lhe trouxe conquistas como o homem na lua ao em vez de comer a gostosinha na choppada da fakool, mas ao mesmo tempo aquele que passou finais de semana inteiros trancado no escuro de seu próprio quarto, fugindo dessa realidade e se indagando - por que realmente estou aqui? Eu não deveria ser mais um procurando uma namorada, um emprego ou um contexto social? É meu dever encaixar em algum estereótipo para representar minha personalidade? Isto não está certo, fui colocado neste mundo sem permissão e preciso ser um cidadão e cumprir meus deveres suando pelo estado? Quem me dera se fosse em prol de algo maior, nosso suor escorre para cair em vão, ao pensar o quanto já foi sacrificado por nossos antepassados me sinto no mínimo envergonhado de estar aqui.





A resposta está em nós mesmos, não haverá ajuda divina para nos tornarmos pessoas melhores ou mais felizes, espero que o pensamento racional, livre e laico se dissemine nas gerações futuras.

domingo, 1 de julho de 2018


Belíssimo Domingo para fazer churrasco... No banheiro.

Fico a cada dia mais perplexo com minha saúde mental e espiritual, aparentemente meu padrão de vida têm de virar um lixo apenas por causa da auto-escola, mas por quê? Não estou nem mais triste sobre tudo isto; perder o carro, não poder mais providenciar role para meus mais próximos amigos (que não possuem meios ou a vontade similar a minha de sair de casa), não poder progredir com os resultados na academia devida à péssimas refeições aqui em casa, raramente tem comida em casa ou até refeição, não consigo escrever de tão puto, chega.

quinta-feira, 28 de junho de 2018


~ Smells like teenage spirit

 Cá estou novamente, pensando sobre se a adolescência e como estou, tecnicamente, no meu último ano de tragédia & comédia adolescente. Curioso como todos nós temos histórias para contar desse período de formação de caráter e pessoa; como perdemos nossa virgindade, nossa primeira briga, nosso primeiro amor, primeira vez dirigindo (e todas as aventuras que dirigir implica...) assim como o primeiro tudo.

 Haverão sempre dilemas na vida, mas é nessa fase que enfrentamos os mais relevantes parece, nos sentimos únicos, como se ninguém houvesse passado por experiencias iguais antes, ou até sentido o mesmo que você durante bons e maus momentos.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Mood.

Eu antes de escrever minhas postagens                     Eu depois lendo elas


Tomei um susto ontem ao ler minha última postagem, mas ao analisar bem novamente posso ver que não estou nas melhores circunstâncias, claramente não possuo paz e minha alma está desesperada. Após voltar a ler Nietzsche - e finalmente entender o que ele escreveu - me encontro em busca deste nirvana niilista que ele descreve em ''Além do Bem e do Mal''.

Claro que ainda sou um neófito na verdadeira filosofia, porém consigo relacionar totalmente as ideias comigo mesmo, é impressionante como as palavras descrevem exatamente o que você sente por dentro, também me sinto desafiado ao ver que existe muito conhecimento ainda a ser obtido sobre a vida, tamanho que pensei impossível para alguém com um QI abaixo de ''gênio''. Planejo estudar estes conceitos para me tornar um homem mais forte, já que a vida a cada ano parece não facilitar nada.

Ainda tenho minhas dúvidas sobre o Ubermensch; concordo que neste mundo haja pastores e o rebanho formando a população, porém este estado aparenta ser muito exclusivo a pessoas extremamente inteligentes que viveram uma vida quase que miserável; inb4 o próprio Nietzsche.

Gosto de pensar que a finalidade de todas suas obras sempre foi concretizar novas ideias para tornar a vida das pessoas melhor, porém ele mesmo e todos seus adeptos que conseguiram (?) alcançar o estado de Ubermensch, só o fizeram depois de passar por extremas decepções. Me faz refletir, seria o caminho correto à felicidade tomar a pílula vermelha, ou azul?

Para conhecer a felicidade, devemos primeiro conhecer a tristeza.

Por mais que isto seja um fato, também é um fato que Nietzsche morreu sozinho e louco num hospício aos 40 anos de idade. Hmm...

Naturalmente será confuso para mim, também não tenho expectativas de encontrar um sentido à vida, apenas o melhor jeito de lidar com essa filha da puta. Se eu não for capaz de ser um Ubermensch, espero pelo menos aproveitar o máximo meu tempo aqui, mesmo que isto signifique não ser perfeito.