~Outra crônica feita com a mesma finalidade, apenas esta é a história de uma das noites mais loucas da minha vida, estou começando a aproveitar meu tempo livre lendo essas histórias para lembrar de como é ter um carro, liberdade incondicional e deliberada. Circa começo de 2018, dia histórico no qual foi realizada a prisão oficial do ex-presidente Lula.
Meu final de semana começou quando minha empregada disse que meus pais viajariam no Sábado e voltariam Domingo de manhã. E enquanto eu assistia da janela eles partindo, logo entrara no prédio o uber de Pizzatto - vulgo bicho criado, ou, cunhadão - para iniciarmos a putaria junto com Álvaro, que chegara pouco depois para atordoar nossos lombos frontais com LSD e kunk.
Pouco depois de mandarmos o resto do papel que tínhamos, fizemos a saudável decisão de ir buscar mais na casa do (caralho) trafica. Feito o ''corre'', prosseguimos ao Batel Grill para matar aquela larica, apenas para passar os momentos mais envergonhosos de nossas vidas.
Lá o papel havia batido e com toda sua potência, logo na entrada da churrascaria, ficamos nos cagando de rir a partir do momento que entramos até sairmos, nunca experienciei tanta risadeira como desta vez, dificultando até nosso jantar.
Ao finalmente sairmos daquele ambiente constrangedor, dado o nosso estado, fomos à casa de Pradola para seu aniversário. Depois de uma bela reunião entre corote e Galudos (apelido de nosso contexto social) o trio de mosqueteiros adotou mais uma figura que não mostrava a cara a meses, Nader, um velho amigo. Ele nos aguentou solenemente sóbrio no Corolla enquanto íamos agora, em comboio com os recém papelados Tiagueira e Fuadino, até a sede da Polícia Federal, encontrar o recém chegado ex-presidente Lula, cuja prisão e transporte foram finalmente feitos enquanto dávamos nosso role.
Ao chegarmos, desistimos na hora ao ver inúmeros checkpoints da polícia nos arredores da delegacia. E em todo este meio tempo, tivemos de parar várias vezes em casa para o refil de skunk e Goblin (LSD), aliás, não somos idiotas de andar com essas merdas no carro, aproveitamos para dar um role de A45 torando o pau pelo ecoville inteiro, acordando todos os velhos chatos que anotam a placa do meu carro e ligam distribuindo ameças de processo por ''direção perigosa'' e acordar a vizinhança inteira com o ronco. Mal sabem eles que nem carteira tenho, até hoje.
Lá pela segunda metade da noite, nossos camaradas já haviam se dispersado, uns ido para casa bater virilha e outros não se sabe ainda, somente eu e Álvaro agora no meio daquela loucura toda, a cada duas horas mandando meia dose de Goblins, claramente experienciando a noite mais louca da minha vida até a data ainda.
Até que no meio do trânsito encontramos outra figura curiosa, Ado com sua BMW M3. Num semáforo próximo, combinamos de ir a casa abandonada com ele, onde nos reuníamos para fumar durante a maior parte da Golden Age. Vários baseados depois, fomos nos aventurar em seu novo apartamento, uma cobertura luxuosa com uma das melhores vistas do Ecoville, porém ainda em obras.
Não demorou muito até termos de nos despedir dele, dada a extrema angústia claustrofóbica de ficar entre paredes papelado com aquela sua atitude boçal. Ao abandoná-lo, tomamos outra saudável decisão partir ao Mcdonalds da Batel, apenas para encontrar outro grande personagem, Teta.
Ele acabara de sair de uma festa, estilo rave, cujo pai da anfitriã distribuía MDMA para os convidados sem acanho algum, engraçado, mais cômico ainda era o seu estado de fritura àquelas quatro da manhã. Álvaro pouco depois teve de ir com pressa para casa após uma ligação inesperada vinda de seus pais, deixando o dever de fechar a noite com a chave de ouro para mim e teta. Aparentemente ele teria compromisso no dia seguinte, se não me falha a memória de tanta loucura.
Às singelas cinco horas daquela manhã, nossa nova missão consistia em comprarmos, e fumarmos urgentemente, uma carteira inteira de cigarro e ir para a casa de Volpato. Onde estava mais maconha, tranquilidade e uma ninfeta - cuja identidade deve permanecer anônima, até nesta crônica, sendo mais uma amante do difamado Vorpis - esperando o na cama ainda para mais. Pois esperara, enquanto nós fumávamos assistindo o céu clarear levemente.
Deixando eles em paz logo em seguida, esbarramos com os dois maiores bebuns dos Galudos, Mariani e Artur, carregando corotes eles iam visitar Volpato também, aparentemente, até nós os recrutarmos para ir a minha casa mandar o famoso good-night. OBS: tive de dar carona aos dois de volta, claro, depois de atazanar muito ainda a A45 naquela manhã de domingo vazia e fria, típica de Curitiba, implorando para acabar com meu tanque de gasolina.
No final desta história, eu e Teta naquele ritmo de final de carreira, procedemos a organizar a casa para finalmente dormirmos. Pelo menos até as nove da manhã, quando subitamente o avisaram para ir a um almoço de família que ocorrera naquele Domingo, me deixando para dormir até as cinco da tarde e acordar imediatamente escrevendo esta merda toda.
Hell of a fucking night.
Está história foi construída com fatos detalhados que realmente aconteceram aquela noite, espero ter lembrado de tudo. Depois de passar horas aprimorando o texto original para uma leitura mais prazerosa, posso finalmente terminar de escrever e ir fumar um com meus amigos para relaxar, depois de jantar, claro.

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