quinta-feira, 7 de junho de 2018


~Este é um texto - feito com o intuito de entreter eu e meus amigos - que escrevi no bloco de notas do celular,  ele retrata o início da era da ''vagabundagem'', detalhando comicamente um dia normal, circa Novembro de  2017


A Alegoria da Batel

    Acordei às 6:20, tomei um banho rápido para desbaratinar - já que seu Bernardo não se lavava a quase dois dias - dado conta do recado, fui buscar Álvaro com pressa já que nosso plano era abastecer e chegar o quanto antes na rua do colégio para procrastinar dentro do carro ouvindo gangsta rap com os bancos recuados, enquanto os brotos passavam e testemunhavam tamanha proeza, alimentadora de nosso ego vazio às 7 horas naquela manhã de Quarta-Feira.

     Ido para a aula e sobrevivido às tentações do demônio – desde calças leggings à cair em discussões pesadas com professores – fui ao carro não apenas para ir embora daquele lugar esquecido por Deus, mas para esperar Álvaro e ter certeza que na hora que saíssemos, a escola toda nos fitasse, fosse com desdém ou orgulho. Aliás, não era apenas nosso ego que estava com fome ao meio dia daquela Quarta-Feira.

     E enquanto eu me aproximava da A45, mesmo já sendo um grande adepto da boçalidade e playboyzisse, tentei me abster do nariz empinado e cumpri a cena de passar por aqueles plebeus – que olhavam para o chão ao entrar nas mini-vans francesas de seus pais – com o mínimo de humildade. Mesmo sendo quase impossível devido ao meu cold start de 110 decibéis e ressonância de escape beirando os 300.

OBS: Ao finalmente poder checar minhas mensagens no celular vi  que Álvaro estava em casa com Kaviski, apertando o que seria até hoje – a Quinta-Feira seguinte - a mistura de kunk mais chapante que provei. (violator + cinderella 99)

Um Audi TT branco absolutamente sem ronco, costurando o trânsito igual uma lontra velha, achou que havia me intimado a alcança-lo, sido feito sem problema algum além do de ter ensurdecido os motoristas da rápida que estávamos.

Chegando em casa, ainda lesado do apertuncles de Terça-Feira à noite, lariquei forte um pratão à moda arroz e feijão. E, como de lei, busquei os dois caboclos na casa de Álvaro para apertamos mais uma mistura de tuga, apenas para descobrir que eu seria o único a apertá-la já que os nóias se encontravam em Nárnia, muito além do Brasil.

Depois de nós três atingirmos o nirvana, fomos até a MMA Lavagens ‘’Especiais’’ para imacular aquele carro em estado porco, aliás, isso que dá ter um carro quatro portas, quem tem sabe. Ao entregar a chave, sequelando até para sair do carro, combinei de busca-lo às 17:30 horas. Faltando ainda umas duas horas, eu e meus drugues fomos a pé para o shopping laricar alguns top sundaes de chocolate no Mc.

Voltamos cada um para seu respectivo lar depois de uma árdua tarde. Eu, exausto e lesado, tive de dormir até umas 19:35 horas, sendo que faltei a academia às 17 e sequelei forte em não buscar meu carro, entretanto estou confortável e contente, ao ponto de escrever toda essa asneira rindo igual um bobo ao lembrar dos detalhes.



Um comentário:

  1. 10/10 camarada, teu texto é maravilhoso, e tua forma de descorrimento textual é deveras nevrálgico para a obtenção de satisfação frente á leitura, não me restam vicissitudes de que gozo do privilégio de ser amigo de um homem tão espetacular.

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